Fazemos parte de uma rotina incessante de consumo. Todos os dias somos levados a comprar, muitas vezes por impulso, o que quase sempre traz impactos em nossas finanças. Na contra-mão desse universo de consumo, por mais agradável que esse universo seja, é preciso ter consciência financeira para comprar de maneira equilibrada e consciente.

Você já parou para pensar por que compramos por impulso? Bem, se está interessado em saber, vamos te apresentar alguns dos principais motivos:

Segundo estudos sobre comportamento do consumidor ativo, muito do que é entendido como impulso na hora de comprar alguma coisa, está relacionada ao inconsciente. Como uma forma de “terapia de compras”, uma noção usada como uma forma de tentar alegrar a si mesmo ao comprar agrados. O prazer do ato e não do item em si.

Essa é uma questão que devemos prestar bastante atenção. Uma situação estressante e um humor afetado podem fazer com que as pessoas tenham hábitos  de impulsividade na hora de fazer compras. Isso reflete não só uma questão pontual, mas uma falta de controle e desequilíbrio comportamental de suas finanças.

O importante é fazer com que a compra para agradar a si mesmo tenha de fato um impacto positivo, sendo feita com consciência e sem exageros.

Esse é só um dos motivos, além desse podemos citar a compra feita por descontrole financeiro, que reflete insegurança quanto a posse de bens, questões de imagem social que não refletem a nossa realidade financeira e mais alguns.

A partir daí entendemos um pouco mais o porquê de ainda comprarmos bens considerados supérfluos e muitas vezes exageramos na conta.

O que reforçamos neste texto é, então, que o importante é ter consciência financeira, não para evitar as compras, mas sim, para praticar o consumo sustentável e livre de equívocos.

Quando você não prioriza itens importantes para a sua qualidade de vida e satisfação pessoal no orçamento, acaba adotando um estilo de vida em que gastos com aquilo que realmente importam são substituídos por itens e serviços passageiros e superficiais.

Mas então, gastar é realmente um problema? Quando o ato de comprar e gastar com supérfluos fica cada vez mais comum e não mais um momento isolado ou quando se torna algo banal, o descontrole e o impulso tomam conta e isso sim é ruim. Por causa dessas atitudes, acabamos deixando de lado a compra daquilo que realmente leva riqueza à nossa vida. E isso influencia muito no nosso planejamento financeiro.

Para evitar esse tipo de comportamento, existem algumas alternativas que podem ser tomadas. Saiba entender seus gastos e direcione-os para aquilo que realmente vale a pena. O primeiro passo é rever seus hábitos, clarear e definir seus objetivos financeiros e estabelecer um controle que se adapte às suas necessidades.

Entretanto, o essencial e mais significativo é ter consciência financeira, não só para ter uma reserva de dinheiro, mas para que você consiga alcançar bens e experiências realmente significativas em sua vida. Tenha certeza: ter consciência ajuda você a reduzir o prazer que hoje é gerado por uma compra por impulso – e a multiplicá-lo quando gastar com aquilo que de fato proporciona qualidade à sua vida.

Com consciência financeira você impacta positivamente o seu bolso, entende de fato seus gastos e a dinâmica de consumo em que está inserido. Quer começar? Então vamos lá:

  • Priorize suas despesas fixas e básicas, mantê-las em dia é essencial para depois conseguir identificar o que é gasto extra;
  • Reavalie o que são supérfluos. Pense bem antes de fazer uma compra, tome como base algumas perguntas que podem te ajudar, como por exemplo: Eu quero? Eu preciso? Eu posso? Eu devo? Dessa forma é possível ter controle sobre seus gastos;
  • Antes de comprar algo novo, termine de pagar o que já comprou na mesma categoria, roupas por exemplo;
  • Invista mais em momentos e menos em coisas;
  • Consciência financeira está intimamente relacionada com a quantidade de coisas que acumulamos ao longo do tempo. Se for gastar com uma peça de roupa que você tem similares, por exemplo, pense numa dinâmica de doação. Compre uma blusa nova e doe uma que já não usava mais. Dessa forma, você compra de forma mais saudável e ainda pode ajudar alguém. Uma boa forma de ajudar os outros e de perceber o real valor das coisas que compramos.

É tudo uma questão de criar novos hábitos e colocar seus gastos em uma perspectiva diferente. Com consciência financeira, o que antes era impulso vira uma escolha, realmente pensada e com um objetivo maior.