Os pioneiros do cooperativismo idealizaram o seu movimento baseados em alguns princípios básicos a serem seguidos. Cerca de 150 anos depois, os ideais ainda são mantidos, apenas adaptados para a realidade moderna. Em novembro de 1995, em Manchester, Inglaterra, no XXXI Congresso da ACI, foram votadas as últimas modificações nos sete princípios cooperativistas
Na tentativa de simbolizar os sete princípios, no topo do Portal, foram inseridas sete pessoas onde três estão negociando, representando as Cooperativas, e as outras quatro representam a comunidade atendida pelos serviços prestados pelo Sistema Cooperativista.
1º Princípio: Adesão Livre e Voluntária
As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar seus serviços e assumir responsabilidades como associados, sem discriminação social, racial, política, religiosa e de sexo. O princípio da porta aberta, todavia, não deve ser tomado com um sentido absoluto.
2º Princípio: Gestão Democrática pelos Cooperados
As cooperativas são organizações democráticas, controladas por seus associados, que participam ativamente na formulação de suas políticas e na tomada de decisões. A gestão democrática é a essência operacional do cooperativismo.
3º Princípio: Participação Econômica dos Cooperados
Os cooperados contribuem eqüitativamente para o capital de suas cooperativas e o controlam democraticamente. Pelo menos parte deste capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os associados recebem, habitualmente, uma limitada remuneração – se houver – ao capital subscrito, como condição de sua adesão. Os excedentes são destinados a um ou mais dos seguintes objetivos:
• desenvolvimento de suas cooperativas, eventualmente por intermédio da criação de reservas, parte das quais, pelo menos, será indivisível.
• benefício dos associados, na proporção de suas transações com a cooperativa.
• apoio a outras atividades aprovadas pelos associados.
4º Princípio: Autonomia e Independência
As cooperativas são organizações autônomas, de ajuda mútua, geridas pelos seus membros. Se firmarem acordos com outras organizações – incluindo instituições públicas – ou recorrerem a capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus associados e se mantenha a autonomia das cooperativas.
5º Princípio: Educação, Formação e Informação
As cooperativas promovem a educação e a formação dos seus associados, eficazmente para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.
6º Princípio: Intercooperação
As cooperativas servem de forma mais eficaz a seus membros e dão mais força ao movimento cooperativo, trabalhando em conjunto, por intermédio das estruturas locais, regionais, nacionais e internacionais.
7º Princípio: Interesse pela Comunidade
As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado de suas comunidades, por meio de políticas aprovadas pelos seus associados.